quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

III

Ela não sabe o que tem; só sente. Quer saber o que acontece, mas não há jeito de descobrir.
As pessoas incomodam; a vida não é mais como antes. Tudo ao redor irrita, a paciência se esgota.
Silêncio e solidão é o que lhe traz paz.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

II

A dor que nem existe, me atingiu.
A incerteza da existência do sentimento é algo torturante;
Os dias chegam ao fim, chego a uma conclusão
Difícil habituar-se a ela, pois já mudou há tempo.
O descontrole me domina, palavras e ações são impulsionadas pela dúvida.
Não iludir-se, é o que resta.

domingo, 24 de outubro de 2010

I



Ele é todo vago e sem sentido
traga o cigarro enquanto me fita com um olhar impassível
é de uma beleza inumana
respondo com um sorriso meio bobo
e instantaneamente me despreocupo com o sentido disto
ou então, com a falta deste

(...)



quinta-feira, 29 de julho de 2010

There she goes again


Ela era exatamente como qualquer coisa do velvet underground and nico


Mas não havia lugar para ir.

A volta apenas mais um quarto desconhecido e a velha desolação que já se encontrava dentro dela.

"Hora de ir embora" faltava coragem para admitir a fuga, mas não fazia a menor diferença, não é propício ligar para detalhes quando se acorda na cama de estranhos. Além do mais, era tudo culpa de algo que estava lhe faltando. Só lhe restava sair dali antes que notassem sua presença, o que afinal nunca aconteceu de fato. Irônico, ela sorriu.


Na rua pessoas desconhecidas e barulhentas, mais ainda era possível ouvir all tomorrow's parties ecoando dentro de sua cabeça.

A garota não passava de um templo profanado, mas tudo bem pois já estava anoitecendo. Depois do seu trágico século de espera, sob os neons, no limite derradeiro de si próprio ela soube: já era mais do que hora de recomeçar seu velho circulo vicioso.


Vaga e falha tentativa de se encontrar.

Mais uma manhã, e lugar algum para ir

(...)




Primeiro post

sei lá, tanto faz.